Eu vou fazer Medicina Veterinária!
Nem acredito que consegui uma bolsa pra fazer algo tão incrível como isso!
Vou contar uma história aqui pra vocês que me deu uma virada de chave para pensar: “É isso o que eu quero fazer!”
Do nada meu irmão resgatou uma filhote de Rolinha, ela era toda despenada. Eu olhei pra a Rolinha a rolinha olhou pra mim e eu me desesperei, como iríamos cuidar desse bichinho? Eu nunca tinha cuidado de um bicho tão bebê!
Compramos papinha pra passarinhos filhotes e demos de comer a cada 3 horas, estavamos com medo de que ela pasasse fome, acordamos de madrugada para dar de comer para ela também, porém, eu e minha mãe nem sabíamos direito como fazer isso! Mas com o tempo minha mãe pegou o jeito (por tantas vezes que fizemos isso kk). Nós também deixamos a Rolinha perto de uma garrafa de água quente enrolada no pano para aquece-la, e como conhecem Curitiba, ela estava passando frio mesmo com a garrafa ardendo em chamas, bem… precisávamos pensar o que fazer com ela.
Eu até esse momento estava fascinada pela pombinha, eu já estava corgitando em ficar com ela, mas bem… uma parte de mim sabia que o melhor era devolver ela a natureza, porque lá era o lugar dela, o lugar de qualquer rolinha. E eu estava com medo de que ela morresse de frio e fome com a gente, não sabíamos se estávamos a alimentando direito e a aquecendo bem.
Assim então liguei para uma instituição de animais silvestres, e eu a levei até lá com um pesar no coração, tudo isso logo no dia seguinte ao te-la resgatado. Chorei muito depois de deixar ela lá, senti como se tivesse perdido um ente querido, porque eu real me apaixonei por ela.
Ela era um animal tão minúsculo, tão frágil, tão “feinho” e despenado, e com um história triste tão cedo… Ter caído do ninho e se perdido da mãe, mas mesmo assim estava com tanta vontade de viver.
Vi aquele serzinho como algo significativo por apenas existir, e por ter um futuro como qualquer um de nós, eu tinha visto algo que não é feio! Muitas pessoas associam pombas a pragas, mas eles não são pragas! São animais indefesos e que apenas existem juntos a NÓS, a verdadeira praga, acabamos com o espaço para esses animais crescerem, e viverem, NÓS fazemos o mínimo apenas cuidando deles.
Eu espero ser uma pessoa melhor, vi tantas coisas horríveis, como ouvi histórias tão horríveis quanto. Eu me sinto na obrigação de fazer desse mundo um lugar melhor para alguém, e nada mais justo para aqueles que não tem culpa de nada, que não veem maldade, que apenas existem, e eu quero que eles existam num mundo menos cruel.
“A medicina cura o homem, a veterinária cura a humanidade”
– Louis Pasteur

Deixe um comentário