Garota de Marte

CATARSE : "sentimento de alívio e euforia ao se trazerem à consciência, sentimentos, pensamentos… que estavam reprimidos."

A semanas estou lendo o seu diário e não consigo chegar ao fim, não porque a história é ruim de jeito nenhum, mas sim porque eu me vi em muitas partes do livro, viver em um mundo rodeado de pessoas que não a entendem e nem sequer imaginam que temos uma grande carga em nossas costas e que temos opiniões fortes, somos apenas humanos isso foi o que mais me marcou no diário inteiro.

Apesar dos defeitos que Anne colocava nas pessoas e da própria Anne, em volta dela pude perceber o desespero e o medo que passavam. Nessa época de pandemia fui obrigada a ficar em casa como muitas outras pessoas, encurraladas por causa de um vírus mortal, muitos estão morrendo pela fome( ela realmente aumentou depois do aumento do preço dos alimentos e com o dólar cada vez mais nas alturas), do próprio vírus, mas o que mais está matando é a ignorância, são tempos difíceis para a educação, as aulas online particularmente não me fazem querer compreender o mundo, mas as vezes penso que sei até demais, sabe aquela frase a “ignorância é uma benção”? Pois é, ver o que nosso mundo se tornou é desgastante, mas ainda pior se apenas o ignoramos. Vendo pelo lado no tempo do holocausto a Anne uma menina da minha idade, com uma grande curiosidade pelo vida me deixa meio triste em vê-la do mesmo jeito que estou, os tempos nunca mundo, de certo eu me guardei do mundo a minha volta, me protegi de todas as formas, pela minha saúde principalmente, enfim, onde quero chegar é que Anne Frank é um reflexo de qualquer adolescente que se sente impotente de alguma forma, pelo momento, pela saúde, pelo psicólogo, as vezes pela falta de liberdade como Anne.

A Anne começou a escrever mais quando ganhou kitty, eu me senti idêntica à ela nesse quesito, minha história começou com ilusões, perguntas e muito melancolia, Escrevia no bloco de notas do meu celular todas essas coisas, e cada vez fui melhorando minha escrita, a única diferença é que nunca fui muito de ler, os livros não me chamavam muita atenção, mas agora pretendo ler de tudo, igual Anne, ela fugia do lugar que estava com os livros e com o próprio mundo que criava em sua cabeça, e pelas suas palavras em seu diário, eu tenho muito a agradecer por essa menina que nunca conheci, mas conheço-a muito.

– de sua Júlia Medeiros

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